Próteses Mamárias

 

Indicações

Os implantes mamários (tanto salinos quanto de silicone) são indicados para o tratamento das deformidades (alterações) estéticas da glândula mamária. Entre as principais alterações podemos citar as hipomastias (volume mamário pequeno), as ptoses (queda e/ou flacidez da mama), e as assimetrias (diferenças entre as 2 mamas quanto ao volume, posição). Há também uma outra indicação que são nas cirurgias reparadoras como ocorre nas reconstruções mamárias (em casos de cancro de mama ou acidentes onde há a necessidade de reconstruir uma parte ou mesmo toda a mama).

 

Constituição das Próteses

Os implantes são formados por uma cápsula ou envelope (chamada de elastômero) que é feita de silicone mais denso (este envelope pode ser liso ou texturizado) e o seu interior é preenchido com solução salina (que é o soro fisiológico) nos implantes salinos ou silicone em forma de gel nos implantes de silicone. Hoje cada vez mais se usa menos o implante salino uma vez que os resultados dos implantes de silicone são melhores e mais naturais. Nos salinos há risco de esvaziamento futuro, há a presença de dobras sobre a pele (pois o soro é muito líquido) e em pacientes com pele muita fina pode fazer barulho. Já os de silicone gel não apresentam estas desvantagens.

 

O design dos implantes de mama tem evoluído muito nos últimos 40 anos e os implantes atuais são considerados significativamente mais seguros do que as versões originais. A evolução das próteses tem passado por várias gerações diferentes:




1. Primeira Geração: Geralmente usados entre 1962 e 1978. Eram constituídos por uma 'casca' espessa de silicone e de silicone em gel viscoso no interior.

2. Segunda Geração: Estes implantes foram usados de 1978 a 1987. Eram feitos de uma parede mais fina em comparação à primeira geração, mas usavam um gel menos viscoso. A incidência de ruptura aumentou com estes implantes, principalmente devido à fina parede.

3. Terceira Geração: Criados em1987 e continuam disponíveis hoje. Incluem uma parede espessa de elastômero de silicone e incorpora uma camada de barreira no interior do reservatório: esta camada adicional minimiza o risco de difusão em gel para o corpo. O silicone usado para preencher o gel é mais coeso e, portanto, no caso de uma ruptura do escudo gel é improvável que migrem ou se espalhe pelo corpo.
Alem das três primeiras gerações podem ser consideradas evoluções e ate mesmo outras gerações as seguintes:

4. Quarta Geração: Final da década de 90 até 2003-2004. Aumentou-se  ainda mais o número de camadas da cápsula, com risco mínimo de rompimento, e começou a ser fabricado o silicone coesivo ou de alta coesividade, semelhante a uma gelatina que não se espalha e tem consistência macia. Houve o desenvolvimento também de novos formatos anatômicos e o conceito da abordagem “individualizada” na escolha da prótese. Desta forma, escolhe-se a prótese ideal de acordo com o volume da mama, largura, altura e projeção para cada tipo de tórax, pele e formato de mama, entre outros fatores. Com este novo sistema, abre-se a possibilidade de se escolher 12 formatos diferentes de prótese. Logo, existem mais opções e alternativas para diferentes tipos de mamas, com resultados cada vez mais naturais.

5. Quinta Geração: a partir de 2005/06: foram realizadas significativas mudanças na cápsula (camada externa das próteses) associadas com o desenvolvimento de um silicone coesivo mais macio, mais natural, porém, ainda com coesividade. Entre as duas maiores marcas estão a McGhan (Allergan), que desenvolveu a camada chamada de BIOCELL, e a Mentor (Ethicon), que desenvolveu a camada chamada de SILTEX. A camada BIOCELL é um tipo especial de revestimento texturizado já usado nas outras gerações, mas que funciona como um “velcro”, promovendo maior aderência da prótese nos tecidos internos (glândula, gordura e músculo) e, desta forma, evitando o deslocamento da prótese e inibindo o fenômeno de contratura capsular (endurecimento). Além disto, nesta última geração existe uma camada intermediária no revestimento da prótese que evita vazamentos. Por isso, as gerações atuais são as mais modernas e seguras que existem, porque a superfície é texturizada e com BIOCELL (maior aderência, menor deslocamento e menor contratura), há o INTRASHIEL (não deixa vazar) e o silicone é coesivo (não escorre), além de uma infinidade de modelos e tamanhos para uma abordagem individualizada.


Durabilidade dos Implantes de Silicone

Não existe um prazo exacto sobre a durabilidade da prótese e o tempo para ser trocada. Como é um material sintético, sofre um desgaste e envelhecimento natural com o passar do tempo. 
Estudos científicos avaliando grande número de mulheres com próteses, determinaram que há a necessidade de troca em algum momento na suspeita de rompimento, endurecimento (contratura) e alteração estética. 
Nas próteses antigas (2ª. GERAÇÃO) este tempo médio era de 8 a 10 anos.
Nas próteses mais modernas (4ª. E 5ª. GERAÇÃO), como o material e qualidade são melhores, aventa-se a necessidade de troca entre 15 a 20 anos após a sua colocação. 
Estes são tempos médios, e podem ocorrer variações individuais para mais ou para menos a depender do desgaste natural que ocorre em cada pessoa. 
O mais importante é que cada caso tem que ser avaliado individualmente e junto com exames de imagem (mamografia, ultra-som e ressonância magnética) opta-se pela melhor época da troca. 
A sociedade americana de cirurgia plástica e o FDA orientam que depois de 3 anos c/ a prótese a paciente faça a 1ª. Ressonância magnética e repita a cada 2 anos de modo a detectar precocemente o rompimento e possa se programar a troca de maneira eletiva e sem urgência. 
Até o presente momento, não existe uma prótese definitiva que não necessite ser trocada. 

Importância da Texturização

Há atualmente uma tendência mundial no maior emprego de implantes com superfícies texturizadas e de última geração. Confeccionadas também de silicone, essas superfícies apresentam inúmeros poros microscópicos, com distâncias e profundidades pré-estabelecidas, que influenciam no comportamento da fibrose pós-operatória. Um importante estudo de meta-análise publicado na revista americana Plastic and Reconstructive Surgery por Philip Barnsley, em 2006, avaliou 93 outros estudos publicados entre 1966 e 2004 sobre o tipo de revestimento do implante (texturizado x liso) e a incidência de complicações como ruptura e contratura capsular. Sabe-se atualmente que os estudos de meta-análise apresentam alto peso epidemiológico, uma vez que avaliam casuísticas expressivas e permitem conclusões mais fidedignas. Neste estudo, os autores observaram que os implantes de revestimento liso apresentaram cinco vezes maior incidência de contratura capsular que os implantes texturizados, configurando-se assim a textura como um fator protetor, que diminui o risco de desenvolvimento da contratura capsular.  


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